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Quando Pitanga se encontrava no Armazém: um domingo dos anos 30

📸 Acervo de Sérgio Luiz Grande – Postado em 19/10/2012 no grupo Pitanga no Facebook

Nos tempos em que as ruas ainda não tinham calçamento e o relógio da cidade era o sol, os domingos em Pitanga, nos anos 1930, tinham outro ritmo. Como mostra essa imagem rara do acervo de Sérgio Luiz Grande, o point da cidade era o armazém de João Grande Sobrinho.

👉 Era ali que moradores da zona rural vinham encontrar conhecidos, abastecer as carroças, trocar notícias, fazer compras e, claro, prosear. O centro urbano era, na verdade, um quintal coletivo. A praça? Era o batente do armazém.

Cavalos, chapéus, roupa de missa. Nessa cena, vemos a alma tropeira e trabalhadora de Pitanga: laços de amizade, comércio e comunidade se entrelaçavam num tempo em que tudo era feito com as próprias mãos — e muito orgulho.


📚 O Armazém de João Grande Sobrinho

Esse armazém não era apenas um ponto de abastecimento: foi um dos primeiros comércios estruturados da região, centralizando a economia em torno da futura cidade. João Grande Sobrinho, vindo de Prudente de Morais (SP) em 1924, foi um dos responsáveis pela formação social e política de Pitanga, conforme registrado na entrevista do Dr. Manoel Borba de Camargo ao jornal Paraná Centro (2003).


🗣️ Um convite da AECAPI

Você reconhece alguém na foto? Sabe onde ficava exatamente o antigo armazém? Tem histórias de seus avós ou bisavós que vinham aos domingos para “fazer a feira”? Compartilhe com a gente e ajude a tecer esse grande mosaico da memória pitanguense.

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“Antes do asfalto, havia o barro. Antes das lojas, havia o balcão do armazém. Antes da pressa, havia o tempo de um chimarrão. Esse era o domingo em Pitanga.”
— AECAPI

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